Como uma inteligente estratégia de renovação da famosa franquia Pokémon, mesmo antes de ser lançado nacionalmente, o jogo para dispositivos móveis, Pokémon Go, já virou uma febre. Lançado ontem (03) no Brasil, talvez essa moda venha para ficar, então, por que não aproveitá-la?

O quê? Você não conhece Pokémon Go? Talvez você não tenha andando muito pelas planícies agitadas da internet, mas tudo bem, você está desculpado. Vem comigo!

Pokémon é a franquia japonesa de desenhos e jogos em que existe um mundo cheio de monstrinhos para serem capturados por “treinadores Pokémon”, que são estimulados a aprender lições e valores durante essa jornada ou, pelo menos, montarem uma estratégia de jogo.

Propriedade licenciada da empresa de jogos eletrônicos Nintendo, a companhia tem se empenhado em cada vez mais levar a interatividade e a interação a seus jogadores. Incentivados por muito tempo a estabelecerem vínculos com outros jogadores ao trocarem Pokémons e competirem entre si, hoje a ideia é que os usuários de Pokémon Go literalmente vão para as ruas e interajam com o ambiente ao seu redor através de um sistema de realidade aumentada. Ou seja, pode ter um Pikachu na sua calçada ou um Magikarp na sua piscina, então não estranhe se vir algum celular apontado para elas por algum tempo.

Para nossos jovens, que estão cada vez mais acostumados a limitarem seu mundo pelas telas de seus celulares e cada vez menos a lidar com o universo concreto, Pokémon Go pode ser um resgate da vida em comunidade, de olhar ao redor e de fato fazer parte do ambiente onde vivem, mesmo que sob a perspectiva das novas tecnologias integradas ao dia a dia.

Além disso, por que não aproveitar o jogo para… educar? Jogando Pokémon Go em conjunto com seus filhos ou aluno pode ser uma forma divertida e didática de ensinar (e provavelmente de aprender também!). A multidisplinaridade envolvida no jogo pode ser uma ferramenta eficaz para ensinar senso de localização e posicionamento, desenvolver o pensamento crítico enquanto montam uma estratégia ou, quem sabe, dar o privilégio à nova geração de saber outra vez como é brincar na rua.

É claro, é preciso ter em mente de que, dependendo da idade de seus “treinadores”, é preciso um acompanhamento maior e talvez seja necessário deslocar a caçada da rua para a escola ou para casa e pontos específicos da cidade, mas não deixe que isso atrapalhe a brincadeira.

Divirtam-se e peguem muitos Pokémons!

 

E você, o que acha dessa moda? Compartilhe conosco sua opinião ou mande uma mensagem para mim em edsonurubatan@globo.com. Espero por você!